quinta-feira, 7 de junho de 2012



ELASTOGRAFIA (US)
HEPATITE CRÔNICA – AVALIAÇÃO DA FIBROSE HEPÁTICA
- AVALIAÇÃO NÃO INVASIVA COM ARFI / TE -
TE (ELASTOGRAFIA TRANSITÓRIA – FibroScan)
ARFI (ELASTOGRAFIA VIRTUAL (Acoustic Radiation Force Impulse)
Mireen Friedrich-Rust, MD,Katrin Wunder, MD, Susanne Kriener, MD, Fariba Sotoudeh, Swantje Richter, Joerg Bojunga, Eva Herrmann, Thierry Poynard, Christoph F. Dietrich, Johannes Vermehren, MD, Stefan Zeuzem and Christoph Sarrazin.- Radiology volume 252

Finalidade do estudo:

Comparar, em um estudo piloto, a ELASTOGRAFIA “ARFI” (ELASTOGRAFIA COM TOQUE VIRTUAL), com a ELASTOGRAFIA TRANSITÓRIA – TE e com o marcador sorológico de fibrose para a avaliação não invasiva da fibrose hepática.

Material e método:
TE ou Elastografia Transitória: consiste em uma sonda de elasticidade compressiva ou Fibroscan. Este dispositivo é denominado elastografia transitória unidimensional, uma técnica que usa tanto US (5MHz), quanto ondas elásticas de baixa freqüência (50MHz), cuja velocidade de propagação é diretamente relacionada à elasticidade. O Fibroscan avalia o grau de elasticidade do tecido hepático pela medida da propagação de uma onda ultrassônica de baixa frequência através do tecido hepático, que é expressa em quilopascals (KPa).

A Imagem ARFI ou Acoustic Radiation Force Impulse, também denominada Elastografia Virtual, é um dispositivo que incorpora a imagem da Ultra-Sonografia ao impulso virtual da onda compressiva que se propaga nos tecidos, a qual permite estimar a elasticidade tecidual e calcular a velocidade da onda de cisalhamento nos diferentes tecidos pelo deslocamento das ondas transversais.

Resultados:

Os resultados da imagem ARFI, TE e marcador sérico de fibrose correlacionaram significativamente com o estágio histológico da fibrose (p < 0.01).
Velocidades médias de ARFI variaram de 0.84 a 3.83m/s.
As áreas sob as curvas operacionais características do receptor para cálculo da acurácia da imagem ARFI, TE e marcador sérico de fibrose foram, respectivamente, 0.82, 0.84 e 0.82, para diagnóstico de fibrose moderada (estágio histológico de fibrose ≥2) e 0.91, 0.91 e 0.82, respectivamente, para o diagnóstico de cirrose.

Conclusão:

ARFI é um método ultrassonográfico novo e muito promissor na avaliação da fibrose hepática em hepatite viral crônica, com acurácia diagnóstica comparável àquela da TE neste estudo preliminar.
A infecção crônica é uma causa de cirrose hepática e severas sequelas associadas. A estimativa precisa do grau de fibrose hepática é importante para determinar o prognóstico, o acompanhamento e o tratamento. A biópsia hepática ainda é o procedimento mais comumente usado como padrão de referência para avaliar a fibrose hepática. Entretanto, ela é invasiva e associada a desconforto do paciente e, em raros casos, complicações sérias. Além disso, a acurácia da biópsia hepática é limitada devido à variabilidade intra e inter observadores e erros de amostragem. Portanto, pesquisas têm sido focadas na avaliação de métodos não-invasivos para avaliar fibrose hepática.
Até a presente data, a maioria dos investigadores estudados avaliaram a Elastografia Transitória (TE), bem como testes marcadores sorológicos - especificamente o FibroTest ( Biopredictive, Paris, França) (baseado nos valores de diversos biomarcadores séricos) e nos exames APRI (aspartate aminotransferase-to-plated ratio índex). O desempenho diagnóstico entre os pacientes com e sem fibrose significante, medida pela área sob a curva ROC é considerado estatisticamente maior quando é usada a técnica do Fibroscan (AUROC 0,943), quando comparados às demais variáveis (p < 0,01) e é atualmente considerada uma técnica não invasiva e de elevada acurácia na determinação de fibrose hepática significante e que pode inclusive suplantar a necessidade de biópsia hepática percutânea.

Elastografia também mostrou melhor desempenho na detecção de fibrose quando comparado aos vários testes e índices já previamente validados em fígados de pacientes com hepatite C não transplantados.
Resultados quantitativos preliminares in vivo indicam que a ARFI pode ser aplicada para o diagnóstico da fibrose e da cirrose hepáticas.
Nosso objetivo foi comparar, num estudo piloto, a ARFI integrada a um sistema de US convencional com a TE e com marcadores sorológicos de fibrose para a avaliação não invasiva da fibrose hepática.

Imagens:



*Artigo original da Dra. Lucy Kerr

Dr. Paulo Antonio Preto
ECOS DIAGNÓSTICOS
RIO GRANDE – RS


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